Outono

Les sanglots longs des violons de l'automne blessent mon cœur d'une langueur monotone.
Paul Verlaine
Hoje o dia é igual à noite, em todas as partes do mundo.
Quietude? Harmonia? Ou desistência, monotonia?
Todos os períodos de transição despertam sentimentos ímpares de nostalgia e ansiedade.
O Outono começa hoje. E com ele um ciclo a que o Baleal não fica imune.
Aproveitomo-los, a ambos, nas suas enormes potencialidades.
Mário Cordeiro
Capitán de las Arenas e Lunas Llenas

Fotos: MC
Comments
Hoje? Então não foi no dia 21? Já estou baralhada.
Posted by: Dulcinea | setembro 23, 2007 12:30 AM
Eu não sei se foi dia 21, se é hoje , se daqui a uma semana. Mas tal como a Ana Vidal, o Outono é a minha estação de eleição, embora prefira a sua fase tardia quando o vento sopra agreste e as folhas secam. E quanto mais para Norte melhor: os jardins em Viseu, nesta altura, parecem uma piscina de folhas secas e um despojo de castanheiros, cheios de ouriços no chão.
Posted by: Anonymous | setembro 23, 2007 09:31 AM
Então, dois latagões como vocês não sabem que o Outono institucional começa, sempre, a 23 de setembro? Mas em que raio de escola primária andaram? E ainda se diz que "no antigamente" é que era bom...
Mais: se a dona da Porta do Vento não sabe a quantas anda, come é que pode distinguir uma brisa de um furacão grau 5? Muito estraaaaanho.
O Equinócio do Outono é que varia entre 22 e 23. Por acaso este ano foi às 9H51M de hoje. Nesse momento houve alguma coisa de igual para todos os humanos. Mas foi breve, como todas as utopias.
Abraços de um Escorpião.
El Capitán
Posted by: Mario Cordeiro | setembro 23, 2007 12:00 PM
Outono
Quase Inverno
Quase dormindo o sono
Eterno
Rejeito o dono
Rejeito o trono
Rejeito a morte
O Céu e o Inferno
E por sorte descubro
Que nasci em Outubro.
El Capitán
Posted by: Mário Cordeiro | setembro 23, 2007 12:06 PM
Sempre a aprender. Datas não é comigo, mas também lhe digo, caro Capitán, que para distinguir uma brisa de um furacão não preciso de sabê-las: uma brisa faz-me cócegas no pescoço; um furacão vira-me a vida do avesso. Voilá!
Ana
Posted by: Dulcinea | setembro 23, 2007 01:05 PM
Nem sempre, Dulcineia, nem sempre.
Há furacões que nos afagam, e brisas que nos irritam.
Tudo depende do sentido do vento, dos pós e pólens que trazem e dos contextos onde sopra. Mas isso daria outra conversa.
El Capitán
Posted by: Anonymous | setembro 23, 2007 01:09 PM
É Hoje Dulcinea !
É HOJE !!!
Posted by: Don Quixote | setembro 23, 2007 02:33 PM
Há brisas irritantes, sim: aquelas que não chegam para afastar as nuvens e deixar ver o céu. Os furacões têm esse mérito, pelo menos: quando chegam, nada fica igual.
"El viento es un caballo:
óyelo cómo corre
por el mar, por el cielo.
Quiere llevarme: escucha
cómo recorre el mundo
para llevarme lejos."
Te acuerdas, Capitán?
Don Quijote, que pasa hoy?
Ay, que nerbios!!
Dulcinea de las Olas y los Vientos
Posted by: Dulcinea | setembro 23, 2007 06:51 PM
Dulcinea
'HOJE', que já não é hoje porque 'esse hoje' só era hoje ontem 23, era o primeiro dia do Outono.
Mas isso foi ontem, mas só quando o hoje foi hoje, porque hoje o hoje de ontem foi ontem. Simples, não é ?!
Don QUIXOTE
Ay, que nerbios !!
Posted by: manuel teixeira | setembro 24, 2007 09:14 PM
Peanuts!
(ou cacahuetes, como se diz em La Mancha)
Dulcinea
Posted by: Anonymous | setembro 25, 2007 09:41 AM