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Prismas 1 - Pormenores

Cada vez mais acredito (e me regozijo com isso) que o sumo saboroso da nossa vida é feito de pormenores. Pequenas ousadias que compensam as eventualmente más que nos acontecem, episódios breves, acontecimentos efémeros, aventuras momentâneas.
A pressão do dia-a-dia, ou o impulso de viver as “coisas grandes” - uma mera confusão entre o lugar da fantasia, do desejo e da realidade? – rouba-nos por vezes energia, tempo e disponibilidade para reparar nos pormenores, reflectir sobre eles e incorporá-los.
Acredito que tenhamos muitos graus de liberdade para este exercício. Andar a pé, por exemplo, é um estímulo e uma oportunidade soberanos para a vivência da singularidade.

No Baleal há pormenores deliciosos. São muitos. E belos.

Ficam aqui alguns, para que, além da praia, pores-do-sol, vastidão do mar ou cheiro a sal, tenhamos resiliência para sobreviver à frustração dos dias ventosos, à irritação do caos rodoviário ou à proximidade da parte má da condição humana.

Bom fim de semana!

Mário Cordeiro
Capitán de las Arenas y Lunas LLenas

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Fotos: MC

Comments

É da minha vista ou o São José está a apadrinhar os mamarrachos do Baleal Sol Village, atrás dele?
António Artur

Não há dúvidas Mário que a vida é feita das pequenas grandes coisas que das grandes pequenas coisas.

Basta um reencontro, um almoço, breve que seja, com amigos de longa data para nos fazerem rejuvenecer dos anos que nos pesam das vidas.

Temos cada vez mais de dar importância aos pequenos momentos que nos tornam grandes de sentimentos e que nos fazem sentir bem connosco e com os outros.

Sim e esses passeios pelo Baleal e pelo seu areal que nos transportam acima de tudo para uma descontração surreal, capaz, quase, de resolver qualquer problema que a todos apoquenta.

É o Baleal no seu melhor esse local de inígmas que o Universo nos ofereceu como uns dos mais singulares e belos locais da natureza.

Gozá-lo é nossa obrigação e respeitá-lo é ainda maior.

Bjs, pp, o cavaleiro de Santiago

Texto e foto belíssimos, cheios de apaziguamento e também com o utilíssimo carácter pedagógico com que o Mário há tantos anos vai enriquecendo o que escreve.

Ando a pé todos os dias, de manhã cedo, junto ao mar. Levo música, muitas vezes. São 6 Km de reflexão, de ideias, de decisões. E sobretudo de pura terapia dos sentidos.
Andar a pé dá-nos uma perspectiva das coisas completamente diferente do habitual, exactamente porque nos dá tempo para reparar nos pormenores.

É impressão minha ou este blog está meio adormecido?
Manel/Zorro, quando é que vem de lá o primeiro abanão?? Costuma ser remédio santo!

Ana

O Mimster já lá o tem, mas ainda o não afixou. Diz que só na 2ªfeira, ou lá o que é ...
Olha... coisas do Mimster...

Zorro não está mau, mas lamento informar que a minha decisão já está tomada e claro que só poderia ser:

DON QUIXOTE !!!

DON QUIXOTE !!!

Pois seja então Dom Quixote, o Cavaleiro da triste figura (ooopss!)...
E espero que não te cansem muito os moinhos de vento, porque os carros é que são mesmo os alvos da tua batalha!

beijos

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