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outubro 11, 2007

Cambio de tertio

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Como diz aquele anúncio, "depois de trinta anos atrás deste balcão, quem vai de férias sou eeeeeeeeeuuu!".

Pois é. Divergências à parte, o que é certo é que nunca agredi ninguém nem insultei ninguém, nem andei a analisar carácteres e temperamentos das pessoas e dos anónimos que intervêm aqui. Nem a dar conselhos se devem ser assim ou assado.

Pois agora vejo-me analisado, psicanalisado, diagnosticado, atribuídas intenções, vejo insinuações quase dadas como provadas que são mentira (como a de que estaria a inventar alter egos para me defender), e ainda uma lista de cobradores do fraque, a cobrar as manifestações de amizade e solidariedade que me deram - e deram a todos, creio, e ao projecto do Baleal, não?
É como a do "merecimento dos beijos", também é outra anedota à qual não acho graça, porque me cheira a chantagem emocional, e isso não me agrada. Beijos dão-se ou não se dão: não há condicionalismos.

Uma coisa garanto: eu não sou o Sancho nem qualquer outro desses personagens.
E outra coisa garanto: o IP da Madalena é o mesmo IP do Burro.
E outra coisa garanto: Ana, Madalena, Orianas e quejandas - não sei porquê, acham-se as maiores (ainda bem), mas peço-vos, em meu nome exclusivo: deixem-se de paternalismos, do género "cresce" ou "não amues" ou outras coisas. Palpita-me que essa ânsia de fazer diagnósticos e orientar a vida dos outros fica-vos mal.
Uma coisa é certa: não vou vos reconheço qualquer autoridade que me leve a aceitar os conselhos que, pressurosamente, me querem dar com tanta ânsia. Depois de ver tudo o que se passou, acho que aceitá-los me ia tornar numa pessoa bastante pior, e isso eu não quero.

Têm a chave do Blogue - fiquem com ele. A ideia era boa, a prática mostrou que as boas ideias têm que ser desenvolvidas com as pessoas certas. É o risco de contar com pessoas que não se conhece bem. Mas, felizmente, há sempre soluções.

A minha é: "Ciao!"

PS: parafraseando um Blogue que anda aí no éter, "juro que tenho muito mais que fazer".

Mário Cordeiro

Trinta anos de apoio às crianças vulneráveis

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A CERCI-Peniche - Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Peniche, comemora amanhã, sexta-feira, dia 12, três décadas de existência.

Com um enorme trabalho realizado em prol da criança portadora de deficiência, e das suas famílias, a CERCI-Peniche está de parabéns. Que o dia seja bom, e que os projectos presentes e futuros se concretizem.

O ponto alto destas comemorações acontece já na próxima sexta-feira, com a realização de uma Sessão Solene evocativa do aniversário. Marcada para as 21 horas, no Auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche, a cerimónia vai ser presidida pela secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz.
Meia hora antes, é inaugurada no mesmo espaço a exposição “30 Anos, 30 Sonhos”, que até dia 21 pretende levar o público numa viagem pelos momentos mais marcantes da história da Instituição.

outubro 10, 2007

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Foto: Google

outubro 09, 2007

Prismas 3 - "Ele" surpreende-nos sempre um bocadinho mais...

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Foto: Google

Ainda a propósito do "caso dos meus óculos perdidos", não resisto a contar o que se passou. Porque mostra como o cérebro humano é maravilhoso. E dá que pensar...

Como vos contei, perdi os óculos. E a última referência que tinha era de, na sexta-feira dia 5, à tarde, os ter colocado no bolso da camisa, em pleno passeio da Avenida da Roma, num fim de tarde morno de Outubro. A partir daí, por mais que me esforçasse, todas as referências terminavam.

No sábado, depois de procurar em todos os locais possíveis, andei feito morcego. A jornalada ficou a um canto; televisão, só sem legendas; e o que mais me preocupava é que tinha de ir a Coimbra no domingo. Guiar sem óculos, forget it.

Mais ao fim da tarde, depois de um passeio com as crianças, entrámos em casa e insisti com eles, depois do banho, para porem as pantufas. “Porquê, pai?, está calor...” – e tinham razão. Não tinha eu acabado de comentar que o fim de dia estava “primaveril”? Andavam de meias anti-derrapantes e o chão de tábua corrida não justificava mais nenhum acerto térmico, pelo contrário. Mas, contudo, insisti com voz mais grave: “vão calçar as pantufas!”.

Não encontradas as ditas, pelo “pessoal menor” – o que é lógico porque ainda habitavam no alçapão do armário, nas caixas da “roupa de Inverno” – passei eu ao acto e comecei a revistar, tão fanatica como metodicamente, o armário dos sapatos.

As crianças olhavam para mim, estupefactas com a atitude de um pai, que se quer afirmar como paradigma da lucidez, mas ali transformado num reles e enigmático “pantufodependente” num dia de calor.

Aberto o armário, e depois de uns quantos olhares tipo “ressonância magnética”, passei à fase do “mãos à obra”, e revolvi os sapatos, à procura das tão desejadas pantufas. Nada.

A dada altura, a neurótica inquietação pantufal fez a minha mão dar uma traulitada num sapato que, desafiando as leis de Newton, tomou um rumo ascendente, caindo depois com estrondo no corredor, para gáudio da petizada. Os pais também fazem asneiras!

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Acto contínuo, algo salta de dentro do sapato. A carruagem da Cinderela? O colchão do Nicolau Tolentino? Cento e cinquenta cromos do Noddy? Não, mas sim os óculos. Sim, “os” óculos.

Magia? Bruxedo? Energia de Fen-Chui?

No dia 5 à noite, o mano Pedro resolveu convidá-los para jantar fora. Fui buscar uns sapatos para o Eduardo. Sem que a minha pessoa registasse, os óculos escorregaram do bolso da camisa para dentro de um sapato meu. Juro que não dei por nada, mas o meu cérebro gravou. Como grava tudo, desde que nasci (ou antes).

Sabendo do problema de ter de conduzir e da impossibilidade de o fazer sem óculos (e depois de falhada a tentativa de encontrar uns antigos que poderiam desenrascar), o meu cérebro procurou que eu fosse ao armário dos sapatos. Mas propô-lo directamente, seria interpretado por mim como uma estupidez – não se procuram óculos perdidos na Avenida de Roma num sapato guardado num armário.

Assim, conhecendo-me, a mim e à arrogância humana, o meu cérebro resolveu actuar mais capciosamente: deu-me ordem para me dirigir ao armário, através da pseudo-necessidade de pantufas para os meus filhos (para o bem dos filhos nada se recusa, sabe ele). Não estando elas lá (nem eram elas quem o cérebro realmente queria), a sua preocupação não foi pensar nas pantufas e procurá-las no sítio próprio, mas sim revolver os sapatos “à maluca”, com a secreta esperança que os meus dedos dessem o toque de génio num deles – precisamente o que tinha os óculos lá dentro -, fazendo uma jogada de belo efeito, quase como as “tribelas” do Quaresma.

Somos formidáveis. E a nossa memória, algo de espantoso.

Talvez por isso o Baleal esteja sempre presente em nós, seja Verão ou Inverno, e esteja tão presente que até sirva de pretexto para escrever, num Blogue a ele dedicado, este texto avulso sobre óculos e pantufas...

O Capitão das Areias e Luas Cheias

outubro 08, 2007

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MT4-Baleal - Agosto 1959 - Badicha e Dulha.jpg
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outubro 07, 2007

Manuéis Marias há muitos...

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Já Bocage não sou...

A propósito: onde andam os estímulos e as reacções?

outubro 06, 2007

Música para os vossos ouvidos

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Três semanas depois do "nascimento", o Blogue vai-se fazendo e começa a atingir a velocidade de cruzeiro.
Algumas coisas têm que ser mudadas, dependendo para isso´das críticas e sugestões, mas também do tempo disponíveil e dos conhecimentos técnicos exigidos (que vão sendo desenvolvidos através de "tentativa e erro", às 3 da manhã para ninguém notar...).

Falemos da música. Parece consensual ser melhor ter algumas faixas de música que se vai ouvindo, do que vídeos do U-Tube que desviam a atenção e que são incomnpatíveis com a leitura simultânea.
Sempre que for pertinente incluiremos vídeos, mas no corpo das entradas.

A partir de amanhã, vamos aumentar para cinco o número de canais, e colocar neles: 1. música geral; 2. português; 3, outras línguas; 4. clássico; 5. divulgação de novos autores. - tentando actualizá-los regularmente. Poderá haver dias temáticos, em que todos os canais se referem a um determinado tema.

Já recebemos algumas sugestões, mas ficamos à espera, continuamente, de ideias e novas descobertas.

O Capitão

Time goes by!

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Há precisamente oitenta anos,o filme "Al Jolson - The Jazz Singer" estava nos écrãs. Nem seria provavelmente referido, se não tivesse sido o primeiro filme sonoro.

Realizado por Alan Crosland e produzido pela Ana Bró, digo, pela Warner Bros., conseguiu o feito de sincronizar a imagem e o som.

Dado que os cinéfilos "andam por aqui", e atendendo a que foi um balealense de enorme mérito quem produziu, há escassos anos, o primeiro filme que tinha o som sincronizado com... a ausência de imagens, vale a pena referir esta eféméride. Até porque há Quixotes que pasaram a vida envolvidos nestas actividades, para além de lutarem com moínhos, moínhas e gigantes...

O Capitão das Areias e das Luas Cheias

outubro 05, 2007

1640 revisitado!

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Há décadas que "anda na boca de toda a gente" (um bocado promíscuo, mas enfim..).
No entanto, é tão lusa como a nossa alma, e "evita afecções da boca", como o castelhano que grassa neste BLOGUE (com "ue" no fim, minha culpa, minha culpa).

Assim, defenestremos o Miguel de Vasconcelos que há em nós. Desafiemos o Saramago que mora no nosso amago, digo âmago. Iberismo sim, corruptela não.

El Capitán, no Dia da República, penitencia-se e assume-se como Capitão das Areias e das Luas-Cheias.
E, assim, convida todos a blogar em Português.
Bom Feriado!

Capitão das Areias e das Luas-Cheias

outubro 03, 2007

Amigos dos Verdadeiros

Durante muito tempo fui leitor assíduo do Arre-Burro, blogue da Associação dos Amigos do Baleal. Tratava-se de um dos blogues mais antigos do concelho e um dos com maior dinamismo e qualidade.

Ali manifestei por várias vezes o meu solidário apoio ao projecto Baleal sem Carros.

O blogue terminou, e na tropelia cíclica da blogosfera a mesma equipa surge agora com um outro projecto, o qual vos convido a acompanhar, ali no outro lado da mais bela baía portuguesa.

do Blog: Amigos de Peniche

Guia do Automóvel...

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Touril, Atouguia da Baleia

Este é o Stall que fica em Whales Autoguide - leia-se Atouguia da Baleia -, conforme o que se pode ler na versão inglesa do site da Câmara Municipal de Peniche, na secção dedicada ao Turismo - Places to visit.

(obrigado aos Amigos de Peniche pela informação)

outubro 02, 2007

Improváveis - 1

Uma História de Pais

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Nestes tempos que atravessamos, em que palavras como racismo, xenofobia, pedofilia, se tornaram banais a ponto de parecerem quase ter-se tornado a regra, uma história como a que aqui conto reveste-se de especiais contornos. Resolvi inclui-la neste livro, embora seja a única que a imaginação de nenhum autor ficcionou, aumentou ou deturpou.
Porquê inclui-la aqui, então, entre ficções? Porque, exactamente por ser verídica, tem, como nenhuma outra, o dom de devolver-nos a fé, já quase perdida, na Humanidade. Porque nos redime aos nossos próprios olhos, demonstrando-nos que ainda podemos salvar-nos da galopante insensibilidade geral. Porque nos obriga a procurar, num espelho, as raízes mais puras e ainda vivas da nossa condição humana.
Tive apenas o cuidado de substituir os nomes dos intervenientes por respeito à sua privacidade. É uma história curta e simples, como o são todas as grandes histórias que a vida nos oferece como exemplo. Conta-se em duas penadas, mas ficará na vossa memória, espero, por muito tempo.
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É a história do jovem Diogo e do cigano Sancho. Ambos pais, ambos condenados ao infortúnio, mas por diferentes razões.

Sancho é um dos muitos vendedores clandestinos do submundo das falsificações e dos produtos roubados, e o seu “escritório” é, habitualmente, toda a praça do Marquês de Pombal. Diogo, 24 anos, é o filho privilegiado de um empresário próspero e bastante rico, que também tem escritório no Marquês (esse com tecto, embora com uma área mais reduzida...).

Nada parece ser-lhes comum. Nada que os aproxime, nada que explique uma amizade. Os seus dois mundos são irremediavelmente insolúveis. No entanto, desafiando toda a lógica, Sancho marca presença, sentidamente, num acontecimento inesperado: o funeral de Diogo, brutal e prematuramente morto num acidente de moto. Muito jovem ainda, mas já pai de uma criança. Uma tragédia.

A família repara naquela presença estranha, mas está ainda em choque, não dá demasiada importância.
Mas na missa do 7º dia lá está de novo o cigano, comovido. E desta vez a pergunta impõe-se: Porquê? Que obscuras razões por detrás desta atitude? Que assustador passado ignorado de todos? Preocupado, o pai de Diogo não resiste e aborda a figura dissonante naquela assembleia. E é então que a explicação, colada a um sorriso triste, surge clara, redentora, único bálsamo naquela hora insuportável:

Não, não eram amigos. Mas eram talvez mais do que isso. E tudo porque, tempos atrás, Diogo o encontrara, a chorar, à porta do prédio do escritório do seu pai. Contra todas as expectativas perguntara ao cigano desconhecido o que tinha, interessara-se. E Sancho contara-lhe, entre lágrimas: era um dia muito triste para si, fazia um ano que o seu filho fora morto pelo sogro numa rixa passional, e tinha muitas saudades. A velha honra cigana – “filha minha pode ser viúva, mas nunca divorciada!”. Por isso estava naquele desconsolo.

Diogo levava ao colo o seu próprio filho, um bebé de 6 meses. Comovera-o aquele desespero de pai. E não hesitara. Instintivamente confiante, como se o gesto fosse absolutamente natural, deixara o bebé à guarda de Sancho enquanto subia para ir ter, também ele, com o seu pai. Quando voltara a buscá-lo, passado um bom bocado, o cigano ainda brincava com o bebé e ambos riam, satisfeitos.

Dulcinea de las Olas y los Vientos

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Emile Renoux - Helping Hand

Fotos: Google

outubro 01, 2007

Dia Mundial da Música

A Música é uma arte sublime. Transversal. Universal. Partilhada pelos aliens dos Encontros Imediatos.
É o coração da Mãe, símbolo da protecção úterina à qual todos desejamos regressar quando nos sentimos cansados, carentes de colo ou em perigo.
A música representa o ritmo, que nos securiza. A melodia que nos entusiasma. O timbre que nos revela a alma. O ritmo que nos expressa os sentimentos. A harmonia que nos permite ter esperança no presente e no futuro.

Desafio os Leitores a reservar, hoje, uma hora ("Sixty minutes") a ouvir música. Apenas música. Sem qualquer outro objectivo que não seja... ouvir. Escutar. Entranhar. Viver

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Foto: MC


As baleias cantam. Desde a nascença, com músicas diferenciadas, mas com repertórios comuns mesmo quando vivem em habitats muito longínquos. No entanto, cada grupo tem as suas canções preferidas, que servem para identificação dos grupos de pertença. As baleias comunicam através dos oceanos, a distâncias que se crêem ser de milhares de quilómetros. Até ao dia em que (muito recentemente, na evolução terrena) em que o homem introduziu nos mares o som dos motores, causando interferências muito grandes, e irreversíveis.

Quando pensamos na música e no Baleal, pensemos nas baleias, vítimas da tecnologia e perturbadas na comunicação com que viveram durante milhares de anos. Mas que cantam afinadamente, porque a música é a arte perfeita...

A propósito, aqui fica um poema de Roberto Carlos (ele mesmo!), sobre as baleias. Infelizmente não consegui arranjar o disco.

Não é possivel que você suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor neste momento

Não é possivel que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que voce deixou manchadas

Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão

O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão

Como é possível que voce tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro

Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor

Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão

O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à furia louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão