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    <title>Baleal, O Blog.</title>
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    <title>Cambio de tertio</title>
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    <published>2007-10-11T13:00:00Z</published>
    <updated>2007-10-11T14:59:21Z</updated>
    
    <summary> Como diz aquele anúncio, &quot;depois de trinta anos atrás deste balcão, quem vai de férias sou eeeeeeeeeuuu!&quot;. Pois é. Divergências à parte, o que é certo é que nunca agredi ninguém nem insultei ninguém, nem andei a analisar carácteres...</summary>
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        <name>Mario Cordeiro</name>
        
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        <![CDATA[<p><img alt="memorias1.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/memorias1.jpg" width="510" height="350" /></p>

<p>Como diz aquele anúncio, "depois de trinta anos atrás deste balcão, quem vai de férias sou eeeeeeeeeuuu!".</p>

<p>Pois é. Divergências à parte, o que é certo é que nunca agredi ninguém nem insultei ninguém, nem andei a analisar carácteres e temperamentos das pessoas e dos anónimos que intervêm aqui. Nem a dar conselhos se devem ser assim ou assado.</p>

<p>Pois agora vejo-me analisado, psicanalisado, diagnosticado, atribuídas intenções, vejo insinuações quase dadas como provadas que são mentira (como a de que estaria a inventar <em>alter egos</em> para me defender), e ainda uma lista de cobradores do fraque, a cobrar as manifestações de amizade e solidariedade que me deram - e deram a todos, creio, e ao projecto do Baleal, não?<br />
É como a do "merecimento dos beijos", também é outra anedota à qual não acho graça, porque me cheira a chantagem emocional, e isso não me agrada. Beijos dão-se ou não se dão: não há condicionalismos.</p>

<p>Uma coisa garanto: eu não sou o Sancho nem qualquer outro desses personagens.<br />
E outra coisa garanto: o IP da Madalena é o mesmo IP do Burro.<br />
E outra coisa garanto: Ana, Madalena, Orianas e quejandas - não sei porquê, acham-se as maiores (ainda bem), mas peço-vos, em meu nome exclusivo: deixem-se de paternalismos, do género "cresce" ou "não amues" ou outras coisas. Palpita-me que essa ânsia de fazer diagnósticos e orientar a vida dos outros fica-vos mal. <br />
Uma coisa é certa: não vou vos reconheço qualquer autoridade que me leve a aceitar os conselhos que, pressurosamente, me querem dar com tanta ânsia. Depois de ver tudo o que se passou, acho que aceitá-los me ia tornar numa pessoa bastante pior, e isso eu não quero.</p>

<p>Têm a chave do Blogue - fiquem com ele. A ideia era boa, a prática mostrou que as boas ideias têm que ser desenvolvidas com as pessoas certas. É o risco de contar com pessoas que não se conhece bem. Mas, felizmente, há sempre soluções.</p>

<p>A minha é: "Ciao!"</p>

<p>PS: parafraseando um Blogue que anda aí no éter, "juro que tenho muito mais que fazer".</p>

<p><em>Mário Cordeiro</em><br />
</p>]]>
        
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    <title>Trinta anos de apoio às crianças vulneráveis</title>
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    <published>2007-10-11T00:00:05Z</published>
    <updated>2007-10-10T23:10:55Z</updated>
    
    <summary> A CERCI-Peniche - Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Peniche, comemora amanhã, sexta-feira, dia 12, três décadas de existência. Com um enorme trabalho realizado em prol da criança portadora de deficiência, e das suas famílias, a...</summary>
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        <![CDATA[<p><img alt="cerci.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/cerci.jpg" width="240" height="150" /></p>

<p>A CERCI-Peniche - Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Peniche, comemora amanhã, sexta-feira, dia 12, três décadas de existência.</p>

<p>Com um enorme trabalho realizado em prol da criança portadora de deficiência, e das suas famílias, a CERCI-Peniche está de parabéns. Que o dia seja bom, e que os projectos presentes e futuros se concretizem.</p>

<p>O ponto alto destas comemorações acontece já na próxima sexta-feira, com a realização de uma Sessão Solene evocativa do aniversário. Marcada para as 21 horas, no Auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche, a cerimónia vai ser presidida pela secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz.<br />
Meia hora antes, é inaugurada no mesmo espaço a exposição “30 Anos, 30 Sonhos”, que até dia 21 pretende levar o público numa viagem pelos momentos mais marcantes da história da Instituição.<br />
</p>]]>
        
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    <title></title>
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    <published>2007-10-10T14:08:50Z</published>
    <updated>2007-10-10T14:10:25Z</updated>
    
    <summary> Foto: Google...</summary>
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        <name>Mario Cordeiro</name>
        
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        <![CDATA[<p><img alt="baleia-carro.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/baleia-carro.jpg" width="510" height="200" /></p>

<p><em>Foto: Google</em><br />
</p>]]>
        
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    <title>Prismas 3 - &quot;Ele&quot; surpreende-nos sempre um bocadinho mais...</title>
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    <published>2007-10-09T01:21:33Z</published>
    <updated>2007-10-09T09:44:08Z</updated>
    
    <summary> Foto: Google Ainda a propósito do &quot;caso dos meus óculos perdidos&quot;, não resisto a contar o que se passou. Porque mostra como o cérebro humano é maravilhoso. E dá que pensar... Como vos contei, perdi os óculos. E a...</summary>
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        <![CDATA[<p><img alt="pantufas1.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/pantufas1.jpg" width="510" height="221" /><br />
Foto: Google</p>

<p>Ainda a propósito do "caso dos meus óculos perdidos", não resisto a contar o que se passou. Porque mostra como o cérebro humano é maravilhoso. E dá que pensar...</p>

<p>Como vos contei, perdi os óculos. E a última referência que tinha era de, na sexta-feira dia 5, à tarde, os ter colocado no bolso da camisa, em pleno passeio da Avenida da Roma, num fim de tarde morno de Outubro. A partir daí, por mais que me esforçasse, todas as referências terminavam.</p>

<p>No sábado, depois de procurar em todos os locais possíveis, andei feito morcego. A jornalada ficou a um canto; televisão, só sem legendas; e o que mais me preocupava é que tinha de ir a Coimbra no domingo. Guiar sem óculos, <em>forget it</em>.</p>

<p>Mais ao fim da tarde, depois de um passeio com as crianças, entrámos em casa e insisti com eles, depois do banho, para porem as pantufas. “<em>Porquê, pai?, está calor...</em>” – e tinham razão. Não tinha eu acabado de comentar que o fim de dia estava “primaveril”? Andavam de meias anti-derrapantes e o chão de tábua corrida não justificava mais nenhum acerto térmico, pelo contrário. Mas, contudo, insisti com voz mais grave: “<em>vão calçar as pantufas!</em>”.</p>

<p>Não encontradas as ditas, pelo “pessoal menor” – o que é lógico porque ainda habitavam no alçapão do armário, nas caixas da “roupa de Inverno” – passei eu ao acto e comecei a revistar, tão fanatica como metodicamente, o armário dos sapatos. </p>

<p>As crianças olhavam para mim, estupefactas com a atitude de um pai, que se quer afirmar como paradigma da lucidez, mas ali transformado num reles e enigmático “pantufodependente” num dia de calor.</p>

<p>Aberto o armário, e depois de uns quantos olhares tipo “ressonância magnética”, passei à fase do “mãos à obra”, e revolvi os sapatos, à procura das tão desejadas pantufas. Nada. </p>

<p>A dada altura, a neurótica inquietação pantufal fez a minha mão dar uma traulitada num sapato que, desafiando as leis de Newton, tomou um rumo ascendente, caindo depois com estrondo no corredor, para gáudio da petizada. Os pais também fazem asneiras!</p>

<p><img alt="pantufas2.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/pantufas2.jpg" width="510" height="215" /></p>

<p>Acto contínuo, algo salta de dentro do sapato. A carruagem da Cinderela? O colchão do Nicolau Tolentino? Cento e cinquenta cromos do Noddy? Não, mas sim os óculos. Sim, “os” óculos.</p>

<p>Magia? Bruxedo? Energia de Fen-Chui?</p>

<p>No dia 5 à noite, o mano Pedro resolveu convidá-los para jantar fora. Fui buscar uns sapatos para o Eduardo. Sem que a minha pessoa registasse, os óculos escorregaram do bolso da camisa para dentro de um sapato meu. Juro que não dei por nada, mas o meu cérebro gravou. Como grava tudo, desde que nasci (ou antes). </p>

<p>Sabendo do problema de ter de conduzir e da impossibilidade de o fazer sem óculos (e depois de falhada a tentativa de encontrar uns antigos que poderiam desenrascar), o meu cérebro procurou que eu fosse ao armário dos sapatos. Mas propô-lo directamente, seria interpretado por mim como uma estupidez – não se procuram óculos perdidos na Avenida de Roma num sapato guardado num armário.</p>

<p>Assim, conhecendo-me, a mim e à arrogância humana, o meu cérebro resolveu actuar mais capciosamente: deu-me ordem para me dirigir ao armário, através da pseudo-necessidade de pantufas para os meus filhos (para o bem dos filhos nada se recusa, sabe ele). Não estando elas lá (nem eram elas quem o cérebro realmente queria), a sua preocupação não foi pensar nas pantufas e procurá-las no sítio próprio, mas sim revolver os sapatos “à maluca”, com a secreta esperança que os meus dedos dessem o toque de génio num deles – precisamente o que tinha os óculos lá dentro -, fazendo uma jogada de belo efeito, quase como as “tribelas” do Quaresma.</p>

<p>Somos formidáveis. E a nossa memória, algo de espantoso.</p>

<p>Talvez por isso o Baleal esteja sempre presente em nós, seja Verão ou Inverno, e esteja tão presente que até sirva de pretexto para escrever, num Blogue a ele dedicado, este texto avulso sobre óculos e pantufas...</p>

<p><em>O Capitão das Areias e Luas Cheias</em></p>]]>
        
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    <published>2007-10-08T12:13:55Z</published>
    <updated>2007-10-08T12:17:06Z</updated>
    
    <summary></summary>
    <author>
        <name>Mario Cordeiro</name>
        
    </author>
    
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        <![CDATA[<p><img alt="MT4.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/MT4.jpg" width="510" height="92" /><br />
<img alt="MT4-Baleal - Agosto 1959 - Badicha e Dulha.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/MT4-Baleal%20-%20Agosto%201959%20-%20Badicha%20e%20Dulha.jpg" width="510" height="367" /><br />
<img alt="MT4-Que idade terias.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/MT4-Que%20idade%20terias.jpg" width="510" height="234" /><br />
</p>]]>
        
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    <title>Manuéis Marias há muitos...</title>
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    <published>2007-10-07T11:15:32Z</published>
    <updated>2007-10-07T11:12:56Z</updated>
    
    <summary> Já Bocage não sou... A propósito: onde andam os estímulos e as reacções?...</summary>
    <author>
        <name>Mario Cordeiro</name>
        
    </author>
    
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        <![CDATA[<p><img alt="mmbocage2.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/mmbocage2.jpg" width="283" height="287" /></p>

<p><em>Já Bocage não sou...</em></p>

<p>A propósito: onde andam os estímulos e as reacções?</p>]]>
        
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    <title>Música para os vossos ouvidos</title>
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    <published>2007-10-06T17:00:46Z</published>
    <updated>2007-10-06T17:02:06Z</updated>
    
    <summary> Três semanas depois do &quot;nascimento&quot;, o Blogue vai-se fazendo e começa a atingir a velocidade de cruzeiro. Algumas coisas têm que ser mudadas, dependendo para isso´das críticas e sugestões, mas também do tempo disponíveil e dos conhecimentos técnicos exigidos...</summary>
    <author>
        <name>Mario Cordeiro</name>
        
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        <![CDATA[<p><img alt="musica-071006-2.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/musica-071006-2.jpg" width="510" height="263" /></p>

<p>Três semanas depois do "nascimento", o Blogue vai-se fazendo e começa a atingir a velocidade de cruzeiro.<br />
Algumas coisas têm que ser mudadas, dependendo para isso´das críticas e sugestões, mas também do tempo disponíveil e dos conhecimentos técnicos exigidos (que vão sendo desenvolvidos através de "tentativa e erro", às 3 da manhã para ninguém notar...).</p>

<p>Falemos da <strong>música</strong>. Parece consensual ser melhor ter algumas faixas de música que se vai ouvindo, do que vídeos do U-Tube que desviam a atenção e que são incomnpatíveis com a leitura simultânea.<br />
Sempre que for pertinente incluiremos vídeos, mas no corpo das entradas.</p>

<p>A partir de amanhã, vamos aumentar para <strong>cinco</strong> o número de canais, e colocar neles: 1. música geral; 2. português; 3, outras línguas; 4. clássico; 5. divulgação de novos autores. - tentando actualizá-los regularmente. Poderá haver dias temáticos, em que todos os canais se referem a um determinado tema.</p>

<p>Já recebemos algumas sugestões, mas ficamos à espera, continuamente, de ideias e novas descobertas.</p>

<p><em>O Capitão</em></p>]]>
        
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    <title>Time goes by!</title>
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    <published>2007-10-06T10:04:42Z</published>
    <updated>2007-10-06T10:37:46Z</updated>
    
    <summary> Há precisamente oitenta anos,o filme &quot;Al Jolson - The Jazz Singer&quot; estava nos écrãs. Nem seria provavelmente referido, se não tivesse sido o primeiro filme sonoro. Realizado por Alan Crosland e produzido pela Ana Bró, digo, pela Warner Bros.,...</summary>
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        <![CDATA[<p><img alt="jazz singer.gif" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/jazz%20singer.gif" width="200" height="308" /></p>

<p>Há precisamente oitenta anos,o filme "Al Jolson - The Jazz Singer" estava nos écrãs. Nem seria provavelmente referido, se não tivesse sido o primeiro filme sonoro.</p>

<p>Realizado por Alan Crosland e produzido pela Ana Bró, digo, pela Warner Bros., conseguiu o feito de sincronizar a imagem e o som.</p>

<p>Dado que os cinéfilos "andam por aqui", e atendendo a que foi um balealense de enorme mérito quem produziu, há escassos anos, o primeiro filme que tinha o som sincronizado com... a ausência de imagens, vale a pena referir esta eféméride. Até porque há Quixotes que pasaram a vida envolvidos nestas actividades, para além de lutarem com moínhos, moínhas e gigantes...</p>

<p><em>O Capitão das Areias e das Luas Cheias</em></p>]]>
        
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    <title>1640 revisitado!</title>
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    <published>2007-10-05T15:55:45Z</published>
    <updated>2007-10-05T16:02:35Z</updated>
    
    <summary> Há décadas que &quot;anda na boca de toda a gente&quot; (um bocado promíscuo, mas enfim..). No entanto, é tão lusa como a nossa alma, e &quot;evita afecções da boca&quot;, como o castelhano que grassa neste BLOGUE (com &quot;ue&quot; no...</summary>
    <author>
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        <![CDATA[<p><img alt="coutoqk8.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/coutoqk8.jpg" width="400" height="188" /></p>

<p>Há décadas que "anda na boca de toda a gente" (um bocado promíscuo, mas enfim..).<br />
No entanto, é tão lusa como a nossa alma, e "evita afecções da boca", como o castelhano que grassa neste BLOGUE (com "ue" no fim, <em>minha culpa</em>, <em>minha culpa</em>).</p>

<p>Assim, defenestremos o Miguel de Vasconcelos que há em nós. Desafiemos o Saramago que mora no nosso amago, digo âmago. Iberismo sim, corruptela não.</p>

<p><em>El Capitán</em>, no Dia da República, penitencia-se e assume-se como <em>Capitão das Areias e das Luas-Cheias</em>.<br />
E, assim, convida todos a blogar em Português.<br />
Bom Feriado!</p>

<p><em>Capitão das Areias e das Luas-Cheias</em></p>]]>
        
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    <title>Amigos dos Verdadeiros</title>
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    <published>2007-10-03T13:30:00Z</published>
    <updated>2007-10-03T13:32:06Z</updated>
    
    <summary>Durante muito tempo fui leitor assíduo do Arre-Burro, blogue da Associação dos Amigos do Baleal. Tratava-se de um dos blogues mais antigos do concelho e um dos com maior dinamismo e qualidade. Ali manifestei por várias vezes o meu solidário...</summary>
    <author>
        <name>Mario Cordeiro</name>
        
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://baleal.weblog.com.pt/">
        <![CDATA[<p><em>Durante muito tempo fui leitor assíduo do Arre-Burro, blogue da Associação dos Amigos do Baleal. Tratava-se de um dos blogues mais antigos do concelho e um dos com maior dinamismo e qualidade.</p>

<p>Ali manifestei por várias vezes o meu solidário apoio ao projecto Baleal sem Carros.</p>

<p>O blogue terminou, e na tropelia cíclica da blogosfera a mesma equipa surge agora com um outro projecto, o qual vos convido a acompanhar, ali no outro lado da mais bela baía portuguesa.</em></p>

<p>do Blog: <em><a href="http://amigos-de-peniche.blogspot.com/">Amigos de Peniche</a></em></p>]]>
        
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    <title>Guia do Automóvel...</title>
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    <published>2007-10-03T00:00:01Z</published>
    <updated>2007-10-02T23:01:54Z</updated>
    
    <summary> Touril, Atouguia da Baleia Este é o Stall que fica em Whales Autoguide - leia-se Atouguia da Baleia -, conforme o que se pode ler na versão inglesa do site da Câmara Municipal de Peniche, na secção dedicada ao...</summary>
    <author>
        <name>Mario Cordeiro</name>
        
    </author>
    
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        <![CDATA[<p><img alt="touril.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/touril.jpg" width="277" height="211" /><br />
Touril, Atouguia da Baleia</p>

<p>Este é o <em>Stall</em> que fica em <em>Whales Autoguide</em> - leia-se Atouguia da Baleia -, conforme o que se pode ler na versão inglesa do site da Câmara Municipal de Peniche, na secção dedicada ao Turismo - <em>Places to visit</em>.</p>

<p>(obrigado aos <a href="http://amigos-de-peniche.blogspot.com/"><em>Amigos de Peniche </em></a>pela informação)</p>]]>
        
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    <title>Improváveis - 1</title>
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    <published>2007-10-02T00:00:34Z</published>
    <updated>2007-10-02T23:11:52Z</updated>
    
    <summary>Uma História de Pais Nestes tempos que atravessamos, em que palavras como racismo, xenofobia, pedofilia, se tornaram banais a ponto de parecerem quase ter-se tornado a regra, uma história como a que aqui conto reveste-se de especiais contornos. Resolvi inclui-la...</summary>
    <author>
        <name>Mario Cordeiro</name>
        
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        <![CDATA[<p><em>Uma História de Pais</em></p>

<p><img alt="ana-pais.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/ana-pais.jpg" width="510" height="363" /></p>

<p>Nestes tempos que atravessamos, em que palavras como racismo, xenofobia, pedofilia, se tornaram banais a ponto de parecerem quase ter-se tornado a regra, uma história como a que aqui conto reveste-se de especiais contornos. Resolvi inclui-la neste livro, embora seja a única que a imaginação de nenhum autor ficcionou, aumentou ou deturpou. <br />
Porquê inclui-la aqui, então, entre ficções? Porque, exactamente por ser verídica, tem, como nenhuma outra, o dom de devolver-nos a fé, já quase perdida, na Humanidade. Porque nos redime aos nossos próprios olhos, demonstrando-nos que ainda podemos salvar-nos da galopante insensibilidade geral. Porque nos obriga a procurar, num espelho, as raízes mais puras e ainda vivas da nossa condição humana. <br />
Tive apenas o cuidado de substituir os nomes dos intervenientes por respeito à sua privacidade. É uma história curta e simples, como o são todas as grandes histórias que a vida nos oferece como exemplo. Conta-se em duas penadas, mas ficará na vossa memória, espero, por muito tempo.<br />
.</p>

<p>&#9830;</p>

<p><img alt="ana-palest.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/ana-palest.jpg" width="510" height="181" /></p>

<p>É a história do jovem Diogo e do cigano Sancho. Ambos pais, ambos condenados ao infortúnio, mas por diferentes razões. </p>

<p>Sancho é um dos muitos vendedores clandestinos do submundo das falsificações e dos produtos roubados, e o seu “escritório” é, habitualmente, toda a praça do Marquês de Pombal. Diogo, 24 anos, é o filho privilegiado de um empresário próspero e bastante rico, que também tem escritório no Marquês (esse com tecto, embora com uma área mais reduzida...). </p>

<p>Nada parece ser-lhes comum. Nada que os aproxime, nada que explique uma amizade. Os seus dois mundos são irremediavelmente insolúveis. No entanto, desafiando toda a lógica, Sancho marca presença, sentidamente, num acontecimento inesperado: o funeral de Diogo, brutal e prematuramente morto num acidente de moto. Muito jovem ainda, mas já pai de uma criança. Uma tragédia. </p>

<p>A família repara naquela presença estranha, mas está ainda em choque, não dá demasiada importância. <br />
Mas na missa do 7º dia lá está de novo o cigano, comovido. E desta vez a pergunta impõe-se: Porquê? Que obscuras razões por detrás desta atitude? Que assustador passado ignorado de todos? Preocupado, o pai de Diogo não resiste e aborda a figura dissonante naquela assembleia. E é então que a explicação, colada a um sorriso triste, surge clara, redentora, único bálsamo naquela hora insuportável: </p>

<p>Não, não eram amigos. Mas eram talvez mais do que isso. E tudo porque, tempos atrás, Diogo o encontrara, a chorar, à porta do prédio do escritório do seu pai. Contra todas as expectativas perguntara ao cigano desconhecido o que tinha, interessara-se. E Sancho contara-lhe, entre lágrimas: era um dia muito triste para si, fazia um ano que o seu filho fora morto pelo sogro numa rixa passional, e tinha muitas saudades. A velha honra cigana – “filha minha pode ser viúva, mas nunca divorciada!”. Por isso estava naquele desconsolo.</p>

<p>Diogo levava ao colo o seu próprio filho, um bebé de 6 meses. Comovera-o aquele desespero de pai. E não hesitara. Instintivamente confiante, como se o gesto fosse absolutamente natural, deixara o bebé à guarda de Sancho enquanto subia para ir ter, também ele, com o seu pai. Quando voltara a buscá-lo, passado um bom bocado, o cigano ainda brincava com o bebé e ambos riam, satisfeitos.</p>

<p><em>Dulcinea de las Olas y los Vientos </em></p>

<p><img alt="ana-emile renouf.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/ana-emile%20renouf.jpg" width="510" height="330" /><br />
<em>Emile Renoux - Helping Hand</em></p>

<p><em>Fotos: Google</em></p>]]>
        
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    <title>Dia Mundial da Música</title>
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    <published>2007-10-01T00:00:01Z</published>
    <updated>2007-09-30T23:53:04Z</updated>
    
    <summary>A Música é uma arte sublime. Transversal. Universal. Partilhada pelos aliens dos Encontros Imediatos. É o coração da Mãe, símbolo da protecção úterina à qual todos desejamos regressar quando nos sentimos cansados, carentes de colo ou em perigo. A música...</summary>
    <author>
        <name>Mario Cordeiro</name>
        
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://baleal.weblog.com.pt/">
        <![CDATA[<p>A Música é uma arte sublime. Transversal. Universal. Partilhada pelos <em>aliens</em> dos Encontros Imediatos.<br />
É o coração da Mãe, símbolo da protecção úterina à qual todos desejamos regressar quando nos sentimos cansados, carentes de colo ou em perigo.<br />
A música representa o ritmo, que nos securiza. A melodia que nos entusiasma. O timbre que nos revela a alma. O ritmo que nos expressa os sentimentos. A harmonia que nos permite ter esperança no presente e no futuro.</p>

<p>Desafio os Leitores a reservar, hoje, uma hora ("Sixty minutes") a ouvir música. Apenas música. Sem qualquer outro objectivo que não seja... ouvir. Escutar. Entranhar. Viver</p>

<p><img alt="musica-dia mundial.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/musica-dia%20mundial.jpg" width="510" height="222" /><br />
<em>Foto: MC</em></p>

<p><br />
As baleias cantam. Desde a nascença, com músicas diferenciadas, mas com repertórios comuns mesmo quando vivem em habitats muito longínquos. No entanto, cada grupo tem as suas canções preferidas, que servem para identificação dos grupos de pertença. As baleias comunicam através dos oceanos, a distâncias que se crêem ser de milhares de quilómetros. Até ao dia em que (muito recentemente, na evolução terrena) em que o homem introduziu nos mares o som dos motores, causando interferências muito grandes, e irreversíveis.</p>

<p>Quando pensamos na música e no Baleal, pensemos nas baleias, vítimas da tecnologia e perturbadas na comunicação com que viveram durante milhares de anos. Mas que cantam afinadamente, porque a música é a arte perfeita...</p>

<p>A propósito, aqui fica um poema de Roberto Carlos (ele mesmo!), sobre as baleias. Infelizmente não consegui arranjar o disco.</p>

<p><em>Não é possivel que você suporte a barra<br />
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos<br />
E ver no mar se debater o sofrimento<br />
E até sentir-se um vencedor neste momento</p>

<p>Não é possivel que no fundo do seu peito<br />
Seu coração não tenha lágrimas guardadas<br />
Pra derramar sobre o vermelho derramado<br />
No azul das águas que voce deixou manchadas</p>

<p>Seus netos vão te perguntar em poucos anos<br />
Pelas baleias que cruzavam oceanos<br />
Que eles viram em velhos livros<br />
Ou nos filmes dos arquivos<br />
Dos programas vespertinos de televisão</p>

<p>O gosto amargo do silêncio em sua boca<br />
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca<br />
De uma cauda exposta aos ventos<br />
Em seus últimos momentos<br />
Relembrada num troféu em forma de arpão</p>

<p>Como é possível que voce tenha coragem<br />
De não deixar nascer a vida que se faz<br />
Em outra vida que sem ter lugar seguro<br />
Te pede a chance de existência no futuro</p>

<p>Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos<br />
Vai te fazer um verdadeiro vencedor<br />
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos<br />
Numa canção que fala muito mais de amor</p>

<p>Seus netos vão te perguntar em poucos anos<br />
Pelas baleias que cruzavam oceanos<br />
Que eles viram em velhos livros<br />
Ou nos filmes dos arquivos<br />
Dos programas vespertinos de televisão</p>

<p>O gosto amargo do silêncio em sua boca<br />
Vai te levar de volta ao mar e à furia louca<br />
De uma cauda exposta aos ventos<br />
Em seus últimos momentos<br />
Relembrada num troféu em forma de arpão</em></p>]]>
        
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    <title></title>
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    <published>2007-09-29T00:50:24Z</published>
    <updated>2007-09-29T01:02:14Z</updated>
    
    <summary></summary>
    <author>
        <name>Mario Cordeiro</name>
        
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://baleal.weblog.com.pt/">
        <![CDATA[<p><img alt="M4- ER.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/M4-%20ER.jpg" width="510" height="92" /><br />
<img alt="M4 - O Eterno Feminino.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/M4%20-%20O%20Eterno%20Feminino.jpg" width="510" height="68" /><br />
<img alt="M4-dernier.JPG" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/M4-dernier.JPG" width="510" height="655" /><br />
</p>]]>
        
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    <title>Carta aberta a uma amante…</title>
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    <published>2007-09-28T00:00:19Z</published>
    <updated>2007-09-27T23:30:40Z</updated>
    
    <summary> Ichi Dedicada ao Ichi, balealense que, estou certo, a subscreveria. O Ichi encontra-se vivo e portanto a dedicatória é uma dedicatória de vida, pela vida e com vida (eh eh eh). E dedicada, também, a todos aqueles que sabem...</summary>
    <author>
        <name>Mario Cordeiro</name>
        
    </author>
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://baleal.weblog.com.pt/">
        <![CDATA[<p><img alt="isci.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/isci.jpg" width="128" height="183" /><br />
Ichi </p>

<p><em>Dedicada ao Ichi, balealense que, estou certo, a subscreveria. O Ichi encontra-se vivo e portanto a dedicatória é uma dedicatória de vida, pela vida e com vida (eh eh eh). E dedicada, também, a todos aqueles que sabem do que vou escrever.</em></p>

<p>Corrida, és cruel, sabes? Fazes-me percorrer, obsesssivo, os teus caminhos que são tão cheios de surpresas más; ora planos, duma planura demasiado breve, ora inclinados como as montanhas não ousam ser. Eles são feitos de  chãos de um cimento que queima, mas também são de areia que pesa ou tão cheios de calhaus e tão incertos  que mais valera - penso eu quando os piso – não haver a natureza. E, mais do que tudo, os teus  caminhos são mais infindáveis que a eternidade. Mas afinal que feitiço encerras tu em ti? Não conheço outro ser mais perverso, daquela categoria dos que gostam fazer sofrer. E quanto mais me enches da tua perversão menos consigo evitar defender-te daqueles, por exemplo, que te chamam <em>jogging</em>, porque esses são uns finórios  dados as modas e prontos a espezinhar-te logo os ventos ameaçem mudança, ou daqueles que de ti fogem a sete pés, como quem evita um pedinte na esquina da avenida. E sei, contudo, que por ti, sou (somos) capazes de secar, literalmente, o nosso corpo, retirar do nosso coração o próprio mundo habitado de  pessoas e dos afectos e fazê-lo, em vez disso, suportar cargas que sabes, na tua espantosa sabedoria, serem para ele insuportaveis, instalando-as de mansinho.Fazes-me sofrer aquela dor que dói, que não é a da   alma - que esta por ti há muito está prisioneira -  mas a que faz com que a mais infíma distância a que nos obrigas percorrer, pareça a distância que vai do sítio onde estamos, a um outro  no outro lado do mundo.</p>

<p>Encontro-te até mais que uma vez por dia, mas penso em ti sempre, até em sonhos, umas vezes belos quando me chamas, outros de angústia, quando o meu desejo por ti parece esvair-se na mais temida e sedutora das tuas irmãs feiticeiras que é a preguiça.</p>

<p>No momento em que enfim, por momentos, nos separamos, no fim da missão a que por ti me abalanço, e me apetece fumar um cigarro e com ele te traio com o mesmo prazer com que contigo me envolvo, podes ver-me, nesses momentos,como me podes ver hoje, aqui, em cima da carta que te escrevo e que os outros dela faço testemunhas, com a medalha e o  saco e a t-shirt azul, envergando, num aconchego indizivel, o mais aberto sorriso com que raramente brindo a vida.</p>

<p>Chamam-me louco por cumprir o teu apelo. Sou louco, sim, mas feliz.</p>

<p><img alt="miguel1.jpg" src="http://baleal.weblog.com.pt/arquivo/miguel1.jpg" width="277" height="511" /><br />
</p>]]>
        
    </content>
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